MUNDO ARTÍSTICO (Está de Volta!)


01/08/2009


CRÍTICA

CRÍTICA DE EFEITO BORBOLETA: REVELAÇÃO

  Em 1963, o matemático Edward Lorenz criou uma teoria que, numa interpretação alegórica, afirma que o simples bater de asas de uma borboleta pode influenciar o curso natural das coisas de forma a provocar um tufão em algum momento da existência terrestre. A situação deu nome não somente à teoria, mas também à série cinematográfica iniciada em 2004 com Efeito Borboleta. Protagonizado por Ashton Kutcher – até então, conhecido somente por seus papéis cômicos -, o suspense dramático custou US$ 13 milhões e faturou US$ 96 milhões nas bilheterias mundiais, revelando-se um tremendo sucesso. A continuação, Efeito Borboleta 2 (2006), foi lançada diretamente em DVD nos EUA e passou pelos cinemas daqui. Foi um fracasso. Desta forma, Efeito Borboleta: Revelação chega com a complicada tarefa de retomar a confiança na série. E o filme até que tenta.

Diferentemente da maioria das continuações, que estabelece ligações com as anteriores por meio de personagens, esta não pretende retomar as pessoas do passado, mas sim a situação: jovem capaz de “saltar” pelo tempo descobre as terríveis consequências de ceder à tentação de mudar os acontecimentos do passado. Sam Reide (Chris Carmack) é um cara que tenta respeitar essa lei que rege a vida dos “saltadores” no tempo. Com a ajuda da irmã, Jenna (Rachel Miner), ele viaja no passado para a contemplação de acontecimentos. E ele somente contempla. Reide é pago para identificar criminosos para a polícia, viajando ao local e horário do crime e apontar o culpado. Como ele faz isso? À polícia não interessa, mas acredita mesmo assim que ele é capaz de, miraculosamente, apontar criminosos. É o fim dos investigadores.

O surgimento de Elizabeth (Mia Serafino) em sua vida põe tudo a perder. Ela é irmã da namorada de Reide, assassinada dez anos antes, e quer sua ajuda para livrar o acusado pelo crime do corredor da morte quando ela descobre que o condenado e sua irmã foram amantes. Mas o protagonista não quer interferir; sabe que, se tiver a chance de evitar a morte da namorada, o fará e poderá mudar tudo.

O que vemos depois desse conflito é previsível. Afinal, ele deve ocorrer para que o protagonista tenha um pouco de ação em sua vida. Ao mudar o curso da história, ele toma contato com um assassino em série, sempre presente nas inúmeras situações de viagens ao passado e presente às quais o protagonista é submetido. Em dado momento, Reide volta sem nem precisar se enfiar numa banheira de gelo – sim, se nos primeiros filmes era necessário um estímulo visual para os “saltos”, o protagonista de Efeito Borboleta: Revelação só tem de pensar na data e no local e se enfiar no gelo – para voltar no tempo. Parece que, ma medida em que o filme avança, perde-se o interesse de tornar qualquer coisa verossímil. Afinal, quem quer isso num filme sobre um cara que viaja pelo tempo, não é mesmo?

O roteiro da estreante Holly Brix ainda tem uns rompantes de iluminação interessantes, embora circule o tempo todo em cima de situações repetitivas e previsíveis. Uma surpresa é uma sequência de sexo (a mesma que deve ter aumentado a classificação indicativa do longa no Brasil para 18 anos) por conta de sua falta de necessidade no meio da trama. Além disso, Carmack, que havia aparecido em papéis menos dramáticos – como na série The O.C. – Um Estranho no Paraíso e na comédia S.O.S. do Amor - mostra-se pouco à vontade no papel, tendo dificuldade em segurar a tensão dramática da trama. Cabe a Rachel Miner tentar salvar somente no final. Que, aliás, não é tão genial, mas vale pela atuação da atriz neste momento, tão reprimida durante o filme em meio ao drama do irmão.

De qualquer forma, se a idéia de Efeito Borboleta: Revelação é tentar salvar a série, uma quarta parte não soa tão absurda quanto soava a terceira após o longa de 2006. Só não vale esperar o impacto que o primeiro filme teve no público porque o argumento já está esgotado.

Escrito por repórter às 22h49
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MUNDIAL

Sony e Nintendo sentem queda nas vendas do PS3 e Wii

  A crise econômica atingiu em cheio duas das principais fabricantes de videogames do planeta. A Sony e a Nintendo registraram queda nas vendas dos seus principais consoles, o Playstation 3 e o Wii, respectivamente.

O Playstation 3 vendeu 1,1 milhão de unidades no período, 500 mil unidades menos do que o segundo trimestre de 2008. O PSP teve uma queda ainda mais alarmante: de 3,7 milhões no segundo trimestre do ano passado para 1,3 milhão nos últimos três meses deste ano.

Os números impactaram no balanço da Sony, que bateu recorde de prejuízo - US$ 390,5 milhões líquidos. Não só a área de games foi mal das pernas: TVs e computadores contribuíram no prejuízo.

Depois de resultados positivos no começo do ano, as vendas do Wii também sofreram quedas fortes. No segundo trimestre do ano passado, o Wii vendeu 5,17 milhões de unidades. No mesmo período, em 2009, vendeu 2,23 milhões - queda de 66% nas vendas.

Ainda assim, a Nintendo teve lucro de US$ 445. A Big N tem expectativa de vender mais 26 milhões de unidades do Wii até o final do ano.

Escrito por repórter às 22h41
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31/07/2009


CINEMA- TRAILERS

Alice in Wonderland Trailer Oficial, com JOHNNY DEPP no Elenco:

Veja Ainda o Trailer Oficial de Fantastic Mr. Fox:

Escrito por repórter às 01h04
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O ETERNO HARRY

Entrevista: Daniel Radcliffe

De uma criança desconhecida da Inglaterra a uma das pessoas mais famosas do planeta. Essa é a trajetória de Daniel Radcliffe, o garoto escolhido para ser o Harry Potter nos cinemas quando tinha apenas 11 anos. Hoje, faltando poucos dias para completar seu vigésimo aniversário, Daniel é a estrela da bilionária série de filmes que adapta a série de J.K. Rowling para os cinemas, mas seu interesse vai muito além da fama.

Na rápida e prazerosa conversa que tivemos com ele, conseguimos puxar papo sobre música, arte, o dom de rir de si mesmo e, claro, falar um pouco sobre Harry Potter e o Enigma do Príncipe, sexto filme da saga do bruxinho, e tentar descobrir algum detalhe do sétimo e derradeiro filme.

Escrito por repórter às 00h42
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ESTAMOS DE VOLTA- HARRY POTTER

Saiba o que o sexto filme de 'Harry Potter' não mostrou

  Bastou Harry Potter e o Enigma do Príncipe - o sexto filme da cinessérie do famoso bruxo adolescente - estrear nas telonas, para choverem reclamações dos "pottermaníacos" (ou os superfãs) - como é de praxe com qualquer grande franquia originária de obras tão amadas, caso da série de livros de autoria da escritora escocesa J. K. Rowling. Desta vez, eles têm toda a razão de reclamarem.

Abaixo veja uma lista de alguns acontecimentos que ficaram de fora do atual filme em cartaz e que podem ser importantes para se compreender os dois últimos filmes da série. Mas atenção, o texto contém informações reveladoras sobre o sexto e os demais filmes da franquia. Se não quiser saber, não siga adiante.

A HERANÇA DE SIRIUS BLACK
Harry Potter descobre que Sirius Black, assim que morreu assassinado por Belatriz Lestrange, deixou tudo o que tinha para ele, incluindo o casarão no Largo Grimmauld, número 12, e o elfo doméstico rabugento Monstro, que tem ódio dos bruxos "sangue-ruim" (mestiços e filhos de trouxas).

TROUXAS NO MINISTÉRIO
Em Harry Potter e o Enigma do Príncipe, o primeiro-ministro britânico (do mundo dos trouxas) e o ministro da magia mantêm contato. O ministro da Magia sempre interfere quando algum bruxo das trevas ataca a comunidade não-bruxa. Essa relação, no entanto, não é muito bem-vinda em ambos os mundos.

PRÍNCIPE MESTIÇO
A relação de Harry com o livro assinado pelo "Príncipe Mestiço" é muito mais complexa no livro do que no filme. O herói aprende alguns feitiços, descritos no livro, que indicam terem sido criados por um seguidor da Arte das Trevas. Quando Snape, que é o Príncipe Mestiço, descobre que Harry aprendeu feitiços ocultos que não são ensinados na escola - após ele atacar Draco Malfoy com o "sectusempra" -, pede que ele entregue todos os seus materiais escolares. Com medo de que Snape descubra o livro, Harry pede o de Rony emprestado para entregá-lo ao professor e esconde o verdadeiro na Sala Precisa, dentro de uma gaiola, num armário enferrujado. Para relembrar o local, Harry coloca o busto de uma armadura com uma tiara no local, como marcação. No filme, é Gina quem esconde o livro para o bruxo. Esse mero detalhe omitido será essencial para o entendimento da trama de Harry Potter e as Relíquias da Morte .

LEMBRANÇAS DE TOM RIDDLE
No filme, poucas lembranças de Tom Riddle são mostradas. No livro, essa relação com o passado do menino que viraria Voldemort é mais extensa. Descobrimos que Riddle é mestiço, ou seja, filho de pai trouxa e mãe bruxa. Mérope, sua mãe, conquista seu amado com uma poção do amor. Crente da paixão de seu escolhido por ela, a mãe de Voldemort desiste de continuar enganando o homem que ama com magia. No entanto, ele a abandona. Mérope dá à luz Tom Riddle num orfanato e morre logo depois.

Mérope, o irmão, Morfino, e o pai, Servolo, foram os últimos herdeiros do bruxo das trevas Salazar Slytherin, patrono da casa Sonserina e um dos fundadores de Hogwarts. A família considerava muito importante preservar o sangue-puro, por isso chegava a organizar casamentos com primos e parentes próximos - daí, Mérope ter fugido da família para ter seu filho mestiço. Servolo usa um anel de ouro com o brasão dos Irmãos Peverell, aqueles que seriam os primeiros a entrarem em contato com as Relíquias da Morte (questão só explicada no sétimo livro). Mais tarde, esse anel irá pertencer a Voldemort.

Já grande, Tom Riddle, sem se identificar, vai visitar o tio, Morfino, e rouba sua varinha para matar o pai e seus avós paternos - flashback relatado no quarto livro, Harry Potter e O Cálice de Fogo. Quando volta à casa do tio, Tom implanta-lhe uma lembrança falsa, para que Morfino ache que foi ele quem matou os Riddle - eliminando assim os vestígios de que descende de trouxas.

A JORNADA DAS HORCRUXES
Um ponto crucial para entender As Relíquias da Morte é que Harry descobre, no sexto livro (ou pelo menos tem seus palpites), quais são as Horcruxes - objetos ou animais que guardam fragmentos de alma - e que ele precisa encontrar para matar Voldemort. Isso não é completamente esclarecido no filme, enquanto que no livro é.

Harry destrói, sem saber, a primeira horcrux, o diário de Tom Riddle, em sua segunda aventura, A Câmera Secreta. A segunda horcrux é o anel dos Peverell, que pertencia a Servolo, e é destruída por Dumbledore no sexto livro - ação que não fica clara no filme.

No livro, outras duas horcruxes são identificadas: o Medalhão de Slytherin e a Taça de Hufflepuff - que pertenceu a Helga Hufflepuff, fundadora da casa Lufa-Lufa, de Hogwarts. Dumbledore cita que a quinta horcrux pertenceu ao fundador da casa Corvinal, da escola de Magia e Bruxaria - segundo ainda o diretor de Hogwarts, a espada do bruxo Gryffindor, da casa Grifinória, não foi transformada em horcrux, por Voldemort, porque estava guardada na sala da diretoria da escola.

Dumbledore acredita que a sexta horcrux é a violenta cobra Nagini, fiel companheira do vilão Voldemort. A sétima ainda é desconhecida no sexto livro.

MORTE DE DUMBLEDORE
Na obra de J.K. Rowling, os eventos que antecedem a morte de Dumbledore são narrados de forma muito diferente. É citado no livro que Dumbledore está com seus poderes enfraquecidos, percebível especialmente por um ferimento grave que tem na mão. Mais tarde, descobre-se que ele ganhou a marca após tentar destruir o anel de Servolo, uma das horcruxes de Voldemort.

Ao voltar da jornada em busca da terceira horcrux, com Harry, Dumbledore desaparata no vilarejo de Hogsmeade. Lá, ele e o herói notam que a Marca Negra foi conjurada em cima de Hogwarts. Eles entram na escola com vassouras emprestadas - antes disso, Harry veste a Capa da Invisibilidade. No local, há uma batalha acontecendo entre membros da Armada de Dumbledore, alguns alunos e os Comensais da Morte.

Na Torre de Hogwarts, Dumbledore ordena que Harry, com a capa da invisibilidade, procure Snape. Mas, antes que isso aconteça, Comensais da Morte vão ao encontro do diretor de Hogwarts. Dumbledore, então, paralisa Harry, para que ele não fosse visto e, portanto, desarmado por Draco Malfoy - que está com os Comensais. No filme, Harry fica escondido embaixo da Torre, sem atacar os comensais e apenas assistindo aos eventos que determinariam a morte de seu maior aliado.

No livro também há um funeral para Dumbledore, onde descobrimos que ele foi enterrado num túmulo branco, com sua varinha (também muito importante para compreender o sétimo livro).

GINA WEASLEY E HARRY POTTER
Outro detalhe que ficou de fora do filme é que Harry Potter e Gina Weasley estavam namorando quando Dumbledore foi morto por Severo Snape. Eles eram o casal mais falado dos corredores de Hogwarts, o que causava um certo estranhamento no bruxo adolescente.

Após receber a missão de capturar as horcruxes, Harry compreende que não poderá voltar a Hogwarts e se separa de Gina.

OUTROS EVENTOS
Existem outros acontecimentos que ficaram de fora do filme e que podem ser importantes nos dois longas de As Relíquias da Morte:

- Gui Weasley é mordido por um lobisomem, mas não pega a maldição. Como "efeito adverso", ele fica com estranhos desejos de comer carne crua.

- O ministro Cornelius Fudge é forçado a pedir demissão. O seu lugar é ocupado por Rufus Scrimgeour.

- O passado de Fenrir Greyback - que mordeu Remo Lupin - é explicado. Ele é um lobisomem cuja agressividade não está restrita somente aos momentos em que se transforma. Adora devorar crianças e só se tornou um Comensal da Morte por sua violência gratuita. Ele não tem a Marca Negra tatuada no corpo.

Escrito por repórter às 00h28
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